terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Hall da Fama - Pôquer 386 - 14/02/2014
Três partidas. Foi disso que Filipe Melo precisou para entrar no Top 6 da Corrida dos Campeões de 2014. Após ter ficado de fora das primeiras partidas da temporada por conta de problemas de confiabilidade, Filipe conseguiu se recuperar fortemente nas últimas três partidas. Com um vice, um último-quack-lugar e uma vitória, o corredor natural de Caieiras soma 29 pontos e se coloca na terceira posição do ranking.
A primeira vitória da temporada aconteceu na última partida, ocorrida na última sexta-feira, e impressionou a todos. No pôquer de maior quórum da temporada (nove idiotas), Filipe apresentou jogo sólido e consistente. Focado o tempo todo, Filipe não se deixou abalar pelas fortes críticas que sofreu ao longo da partida, seja por sua tradicional incapacidade de contar as fichas na hora dos all-ins, seja por seu leve déficit de atenção que o impede de, eventualmente, não saber quanto está o blind. Filipe enfrentou críticas até mesmo por conta das pizzas do Ritorna que demoraram a chegar.
Aliás, tais pizzas proporcionaram os momentos de maior tensão na noite pois, no pano verde, a atuação de Filipe foi digna dos maiores campeões. Mesmo tendo perdido quase todo seu cacife após as duas primeiras mãos da partida, o corredor Caieirense se recuperou rapidamente e se manteve competitivo. Muitos apostaram que Digas, o corredor Irlandês, seria o campeão, tamanha era sua sorte e sua capacidade de enfiar a pamonha nas primeiras rodadas. Aos poucos, porém, o equilíbrio de forças foi se modificando. No heads-up, Filipe enfrentou Daniel, o turco surdo, que ainda abalado por toda aquela frescura francesa, está numa fase tanga frouxa e foi incapaz de barrar o arrojo do corredor Caieirense.
A atuação da última sexta faz Filipe Melo se sentir com chances no campeonato desse ano. "Me sinto forte em 2014, depois que mudei de equipe, saindo da Scuderia Elaine e indo correr pela Vodafone Basso Mercedez. Os novos ares me fizeram bem. Sei que é difícil ser campeão em 2014, tendo em vista que tenho que enfrentar a habilidade do Mauro, a sorte porca do Lipe, a loucura do Vini e a teimosia do Arthur, mas vou dar o meu melhor até o fim", declarou. E ainda alfinetou Bruno, o corredor Tonhão: "Tem gente que está aí há uma década tentando ganhar alguma coisa, o que mostra a alta competitividade do nosso torneio. Se bem que tem que ser muito chucro pra ficar dez anos só batendo na trave...". Num claro jogo psicológico, Filipe tenta abalar Bruno, que lidera a corrida com 54 pontos, 25 a frente de Filipe (ou seriam 26? ou 23?).
A próxima etapa ocorrerá no CEB (onde mais?), entre os dias 19 e 20 de fevereiro.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Turquito, não veja esse vídeo!!! Pelamordedeus, não veja esse vídeo!!!
Joga a mãozinha pra cima! Quero ver todo mundo no compasso da manteiga!
Vai!! Vai!!
ESFREGUE AS MÃOS!!!!!
BOTE NA NUUUUUUUUUCA!!!!
(PIRA!!!!!!!!)
VAI NA MANTEGA, MANTEGA, MANTEGA, MANTEGA!!!
terça-feira, 3 de abril de 2012
Menino! Menino!
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Roger Waters em SP!
segunda-feira, 25 de julho de 2011
sexta-feira, 13 de maio de 2011
No tenemos la mas p. idea en que puesto estamos en el ranking..
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Ganso é o Karai
sábado, 9 de abril de 2011
Novo comercial do Winamax
terça-feira, 29 de março de 2011
Momento de indignação e furia
O ministro do Esporte, Orlando Silva, rebateu nesta terça-feira (29) as críticas do presidente da Fifa, Joseph Blatter, aos preparativos do Brasil para a Copa do Mundo de 2014. Ao participar da primeira audiência pública sobre o mundial, realizada em Brasília, Silva afirmou que para o governo “a Copa do Mundo é hoje”.
- Para o governo, a Copa é hoje. Temos urgência. Ninguém está mais preocupado com a realização do Mundial da Fifa do que o Brasil - afirmou Silva, em referência direta a Blatter.
Pois é, estamos todos estarrecidos com a pressa com que as coisas estão sendo conduzidas.
Na segunda, o presidente da Fifa manifestou descontentamento com a lentidão dos trabalhos em torno do Mundial ao dizer que “a Copa do Mundo é amanhã, e os brasileiros pensam que é depois de amanhã.”
Além de manifestar a preocupação do governo com o andamento das obras, o ministro do Esporte afirmou que as declarações de Blatter eram uma forma de “desviar o foco” de questões internas da Fifa como a eleição interna na entidade:
- Você tem um processo eleitoral em curso na Fifa e temo que possa haver algum tipo de repercussão. Creio que isso é uma questão mais de desvio de foco por temas outros que envolvem a Fifa, do que uma análise crítica do trabalho que está sendo realizado.
Claro, nada a ver com o fato de a Copa do Mundo ser em três anos. Tudo isso é intriga da oposição. Afinal, qualquer um sabe que estadio a gente faz rapidinho. O Brasil é um pais organizado e bem estruturado. O transporte de matéria-prima é tão eficiente e a mão-de-obra tão especializada que qualquer estado constroi um estadio, um aeroporto e linhas de trem e metro em 12 meses, no maximo.
O dirigente da Fifa também disse que, a três anos do torneio, o Brasil estaria mais atrasado na organização do que a África do Sul. Para Silva, a comparação de Blatter entre os preparativos da África do Sul e do Brasil “é inadequada” e equivale a “comparar banana com laranja”, uma vez que os problemas dos dois países na elaboração do evento são diferentes.
- Não acho muito adequado comparar o Brasil com a África do Sul, como não seria adequado comparar o Brasil com a Alemanha, porque a infraestrutura que a África do Sul possuía quando da preparação do mundial da Fifa, assim como a da Alemanha, eram situações completamente diferentes da brasileira, e comparar banana com laranja pode conduzir a análises equivocadas - disse Silva.
Leio isso lembrando da quantidade de problemas e desorganização que vi na Africa do Sul, e me da arrepios pensar que podemos estar aquém daquilo. Além disso, não preciso comentar que em tempos como estes, em que o simbolo do racismo nos estadios de futebol da Europa virou a banana, como foi infeliz a comparação do ministro. Mostra bem como ele é ligado em esporte e antenado com os fatos atuais nos gramados.
Dificuldades
Silva reconheceu as dificuldades brasileiras em relação a áreas de infraestrutura como aeroportos e mobilidade urbana e reclamou das “inovações” constantemente sugeridas pela Fifa, que estariam atrapalhando a definição de critérios para a construção dos estádios.
- Imagino que as dificuldades que nós temos vocês conhecem, de temas de infraestrutura, como conhecem as soluções que o Brasil tem procurado apresentar no caso de aeroportos, de transporte. A Fifa deve parar de sugerir inovações. É importante que nós tenhamos todos os critérios para os estádios definidos.
A FIFA sempre inovando. Desde quando 59900 não é a mesma coisa que 60000? Alias, esse negocio de querer que os turistas tenham aeroporto para desembarcar e transporte para ir e vir é muita inovação.
Sobre a construção de um novo estádio em São Paulo, obra que estaria atrasada e até teria sido colocada em dúvida, diante da falta de viabilidade financeira do projeto, Silva jogou a responsabilidade para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e para o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab:
- A palavra de São Paulo foi dada à presidente Dilma Rousseff pelo governador Geraldo Alckmin e pelo prefeito Gilberto Kassab. Até que provem o contrário, acreditamos que a obra será concluída - finalizou.
Eu gostaria de saber o que ele quis dizer com o “até que provem o contrario”. Quer dizer que quando estivermos em abril de 2014 e a obra estiver ainda na metade, ai que sera a prova? Como é que alguém prova que algo NÃO sera construido. A prova deveria ser dada de que o estadio sera construido, não o contrario.
Voltei.
O Brasil precisa construir aeroportos, sistemas de transporte e estadios. Boa parte disso dependera deste senhor.
O Allianz Arena, estadio da abertura da copa de 2006, foi construido em 2 anos e meio.
O Soccer City levou 2 anos e oito meses.
Estamos no final de março de 2011 e os estadios brasileiros teriam que estar prontos, segundo o roteiro, no final de 2013. O ideal seria antes.
Temos cerca de 2 anos e 6 meses. Quer dizer construir no ritmo alemão. Quer dizer o ministro mostrar que é laranja e não banana, apesar de todos nos sabermos que ele é os dois.
segunda-feira, 28 de março de 2011
R100NI

sexta-feira, 18 de março de 2011
Paneta Terra, uma grande Turcolândia
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Campeonato Paulista é um lixo
sábado, 19 de fevereiro de 2011
França x Brasil - muita coisa a aprender
Escrevo diretamente de Paris apos ter acompanhado o amistoso França x Brasil no Stade de France como correspondente oficial do Blogordura na França.
Primeiramente gostaria de, mais uma vez, ressaltar a diferença de organização entre o futebol europeu e o brasileiro. Oraganização que começa no momento que entra-se numa estação de metro para ir ao estadio, mesmo que seja ainda longe do destino, passa pela chegada aos portões, entrada, jogo, saida e termina no momento em que você chega na estação de metro proxima a sua casa.
Para quem mora em Paris ficam evidentes as pequenas diferenças que se nota em todo este trajeto. O Stade de France é servido por duas linhas de trem e uma de metro: RER B, RER C e linha M13. Os trens (RER) sao muito mais movimentados, pois servem não so a cidade de Paris, mas também regioes periféricas. O RER B, mais especificamente, é de extrema importancia, pois serve os dois aeroportos (ao norte o Charles de Gaulle e ao sul o Orly) cruzando Paris de norte a sul, onde faz paradas em 7 estaçoes com interligações com o Metro, dentre elas Gare du Nord e Chatelet/Les Halles, as duas maiores e mais movimentadas estaçoes da cidade.
Fiz meu trajeto para o estadio utilizando o RER B. Logicamente o fato de um amistoso estar para acontecer no Stade de France não impede que pessoas estejam normalmente voltando para casa ou indo para o aeroporto. Passageiros carregando bagagens sao comuns no RER B e é logico concluir que 40 mil passageiros com destino ao estadio possam causar problemas de transito de pessoas e superlotação. Pensando nisso foram colocados trens adicionais servindo especialmente o estadio. Trens que tinham como destino final o aeroporto Charles de Gaulle não serviam a estação do Satade de France, evitando assim a confusao de malas, torcedores, viajantes. São pequenas coisas que fazem a diferença, que tornam facil a jornada.
Ao chegar na estação La Plaine – Stade de France, encontra-se as catracas de saida todas liberadas para agilizar o fluxo e evitar multidoes. Aos que tiverem curiosidade sugiro olharem o mapa no Google para reparar que nenhuma das três estações servindo o estadio fica muito proxima (tipo no pé do estadio). Para chegar ao Stade de France andamos cerca de 600 metros, passando por diversas barracas vendendo sanduiches, refrigerantes e cerveja. Sim, cerveja, porque também é aparentemente mais do que claro para os organizadores que situações violentas sao causadas pelo acumulo de pessoas, por multidões, não necessariamente por cerveja. Por causa disso todos os esforços sao no sentido de evitar grandes acumulos de pessoas, não simplesmente na tomada de medidas faceis mas com eficacia duvidosa.
O estadio tem entradas em todo seu entorno, que dão acesso a um anel térreo aberto para toda a circunferencia das arquibancadas. Nossa entrada era a U dentre portões que vao de A a Z. Isso significa que, dos 80 mil torcedores, cada entrada recebe não mais do que 2 mil. Logo, a fila para entrar e passar pela revista não leva mais do que 10 minutos.
O interior do Stade de France é lindo, além de ser muito pratico. O estadio tem dois anéis internos e o acesso a ambos é feito através de grandes escadas que servem um unico anel externo, do qual pequenas escadas sobem ou descem para os anéis internos. Neste anel externo elevado é que se encontram as lanchonetes e banheiros (achei que tem poucos banheiros, mas a verdade é que tem muitos outros meio escondidos que so descobri depois de 10 minutos na fila). A cerveja é vendida em 500 ou 300 ml em copos retornaveis. Cada copo vale 1 euro e a cerveja grande custa 5 euros. Caro para os padroes brasileiros, mas justo para Paris, ja que um pint em qualquer bar não sai por menos de 4 euros, isso em bares meia-boca no happy hour (até 20:00 hs).
Apesar do anel externo elevado, assim como o anel externo térreo, dar acesso a todos os setores do estadio o torcedor que compra um bilhete atras do gol senta atras do gol. Todo mundo respeita os lugares numerados. Não sei se isso so acontece em amistosos ou jogos internacionais de seleção. Na verdade o Stade de France não recebe jogos de clubes, e não sei se os lugares sao respeitados nesses jogos onde quer que eles aconteçam. Fato é que não importa se seu lugar é o melhor do estadio, você pode chegar um minuto antes do jogo começar que ele estara la, vago. Essa foi a terceira vez que fui ver um jogo no Stade de France (França x Espanha pré-copa; França x Italia Rugby; França x Brasil) e em nenhuma delas vi qualquer confusao por causa de lugar marcado. Eles simplesmente respeitam o lugar que compraram e a impressao é que o fazem não porque acham errado não faze-lo, mas simplesmente porque nem passa pela cabeça deles o contrario. Leia-se por “eles” todos os torcedores, incluindo-se os brasileiros que eram muitos. Quando em grande numero, o ser humano tem comportamento de bando. Quando o bando não é civilizado, ha de se ter uma educação muito solida para permanecer correto. Quando o bando é todo muito civilizado, nem passa pela cabeça fazer algo diferente.
Chegar ao estadio, entrar e sentar é facil e é como ir ao cinema ou ao teatro. Em momento nenhum você é tratado como torcedor, mas sempre como cliente. E é para um cliente que é feito o espetaculo. O programa não se resume a simplesmente uma bola e 22 jogadores (o que é mais do que suficiente quendo trata-se de um Arsenal x Barcelona – jogão pela Champions essa semana), mas inclui musica, videos, mestre de cerimonia, bandeiras. Tudo é muito bem ensaiado e bem executado no pré-jogo, e isso é importante. Não da para deixar todo o entretenimento para o jogo. Afinal, vez ou outra o Zidane esta na platéia e o Renato Augusto no campo. Nesses casos é legal ter se divertido um pouco antes do apito inicial.
O jogo – Não tenho muito o que comentar a não ser que o Renato Augusto é péssimo, o Hernanes foi muito burro e o David Luiz é um monstro. A verdade é que o jogo estava muito chato até a expulsão. O Hernanes salvou o espetaculo, apesar de ferrar com o Brasil. Interessante foi que nos dez minutos finais a torcida francesa estava vaiando os Bleus porque estavam tocando a bola para tras. Os caras querem ver gol! Ataque! Não importa apenas ganhar, apesar de que ganhar do Brasil os leva a loucura. Allez les Bleus! Vamos Azuis!
Ao final da partida é impressionante como o estadio esvazia rapido. Em 5 minutos não tem mais ninguém nas arquibancadas. Demorei uns 10 minutos dentro, pois meu lugar era logo acima da area reservada para imprensa. Fiquei vendo os lances nas TVs dos reporters além de acompanhar a gravação do pos-jogo da SporTV com Milton Leite e P. C. Vasconcellos.
Saindo do estadio a chegada ao trem é um pouco conturbada, pois a entrada para as estações é bloqueada e o fluxo de pessoas é liberado em lotes. Irrita um pouco ter que esperar uns 10 a 15 minutos para conseguir entrar, mas o motivo faz sentido. O acesso para as plataformas é controlodo para evitar tumultos que possam derrubar alguém nos trilhos. O jogo começou as 21:00 (o horario de costume para esse tipo de jogo) e terminou perto de 23:00. Em dias de semana os trens funcionam somente até 00:00, o que seria um problema para o retorno do estadio. No entanto, no dia do jogo os trens funcionaram até 1:00.
Resumindo, sai do trabalho as 19:15, cheguei no estadio as 19:55, comi um sanduiche, entrei as 20:20, tomei uma breja, vi o jogo, sai do estadio as 23:10, cheguei em casa 00:15.
Tempo em transito: 1:45 h
Tempo de diversão: 3:00 h
Nivel de stress: 0
Nas três ocasiões em que fui ao Stade de France os numeros acima foram similares. Claro que não é justo comparar 3 situações de jogos de seleções, dois dos quais amistosos, com as dezenas ou centenas de vezes que fui a um jogo de futebol no Brasil, ja que nestes casos eram jogos entre clubes rivais em campeonatos regionais. Mas acho justo comparar, por exemplo, com situações em que fui em shows no Morumbi ou jogos de uma torcida so pelas fases iniciais da Libertadores. Em nenhum caso eu me lembro de ter levado menos do que 1:30 h para chegar ao estadio, de não ter tido medo de ser roubado, de não ter a duvida constante se vou encontrar meu carro onde o deixei, de levar menos de 1:30 h para voltar para casa. Isso sem contar as inumeras vezes em que fiquei 30 a 40 minutos na “fila” para entrar, sendo emagado e tendo que aturar valentões furando a fila sabendo que estou perdendo o inicio do jogo, ou o fato que nunca consegui ficar no lugar estipulado no ingresso (com exceção de uma vez que fui no setor Visa vermelho no Morumbi, quando consegui sentar no lugar estipulado, apesar de ter visto diversas discussões e brigas por causa disso).
Resolvi escrever este texto com esse enfoque por dois motivos. Primeiro porque todos viram o jogo, não faria sentido eu comenta-lo. Segundo porque o Brasil vai sediar uma copa dentro de pouco mais de 3 anos. 3 anos! Eu não vejo a possibilidade de um unico evento esportivo ser realizado na cidade de São Paulo seguindo esse nivel de organização geral num prazo menor do que 10 anos, quiça outras cidades brasileiras, ainda mais quando falamos de uma copa inteira, e não um jogo apenas.
Não é uma questão de primeiro ou terceiro mundo, é uma questão de realidade. O Stade de France custou 290 milhões de euros e levou 2 anos e oito meses para ser construido. Quase 15 anos depois os custos devem ser maiores e os prazos menores. A pergunta que fica não é novidade para ninguém: quantos estadios deste porte o Brasil tera que construir, visto que não temos nenhum. Como fazer com o transporte? Como fazer com que 80 mil pessoas saiam das regiões da Paulista, Berrini e Faria Lima (onde estão concentrados os hotéis) para a extrema zona leste ou mesmo para o morumbi. No caso do Rio, como levar 80 mil gringos de Copacabana, Leblon, Ipanema e principalmente Barra (que é longe pra caramba) para o Maracanã. Isso tudo se Maracanã e Fielzão estiverem prontos. Pelo menos o Maracanã ja começou. Pior que tudo isso, onde vão se hospedar 40 mil pessoas em Manaus? Como estas pessoas vão chagar la? Como 300 mil pessoas vão desembarcar no Brasil em 1 semana (a Africa do Sul registrou entrada de 310 mil estrangeiros)? Por Galeão e Guarulhos? Significa fazer pousarem 50 Boeings 747 por dia em cada aeroporto durante 1 semana e embarcar cada passageiro com sua respectiva conexão. Alguém consegue ver isso acontecendo em 3 anos?
A conclusão é simples. O que foi feito na França 15 anos atras não vai ser feito no Brasil num prazo menor do que 10 anos, na mais otimista das previsões. Não estamos preparados para receber uma copa, assim como a Africa do Sul não estava.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Povo abestado
1.353.820. Um milhão, trezentos e cinquenta e três mil e oitocentos e vinte. Esse foi o número de eleitores que foram as urnas ontem, digitaram 2222, olharam bem para a cara do palhaço e confirmaram.
Tiririca foi eleito com a segunda maior votação para um deputado federal, depois de Enéas, que era caricato, bizarro, mas tinha propostas.
Enéas era nacionalista, a favor da bomba atômica, era radical, a favor da familia, da disciplina. Era militar. Dificil acreditar que mais de um milhão e meio de eleitores se alinhavam com todas estas posições. Mas numa época de tanta corrupção e incompetencia é compreensivel que alguém que pregue tão fervorosamente a disciplina e a lisura ganhe simpatia. Se o cidadão é contra a bomba mas sente falta de disciplina na politica pode sentir-se seduzido pelo discurso contundente do Dr. Carneiro. Pode também achar que a frase proferida pelo médico “Miasmas pútridos emanam no Congresso em Brasília, contaminando o ar da metrópole. Mas o meu nome não exala odor mefítico, porque não chafurda no pântano da ignomínia” contém, na verdade, uma coleção de elogios ao espectador. Ainda muito possivel, diria até provavel, Enéas pode ter ganhado um milhão de votos somente ao dizer sobre o presidente Lula: “Sua excelência, já discuti com ele certa feita ao vivo, não tem o mínimo de arrumação intracromossomial específica para dirigir o país”. Ha de se concordar que certas horas ele gozava de razão extrema e, convenhamos, arrumação intracromossomial é uma invenção irresistivel.
Enéas recebeu mais de um milhão e meio de votos no pleito para deputado federal por São Paulo. Uns e outros o compararam com o Macaco Tião, o chimpanzé que recebeu milhares de votos para prefeito do Rio de Janeiro talvez como protesto, ou mesmo pelo humor doentio com que o brasileiro encara a democracia e o voto direto.
Voltando ao presente, talvez tenha sido esse mesmo humor doentio que elegeu o palhaço Tiririca. Mas se foi por humor, essa foi uma piada cara. Bem cara. Porque ao contrario do macaco, o palhaço vai assumir sua cadeira. Vai ganhar o salario de um deputado federal mais todos os beneficios que, Deus sabe, são muitos. Vai custar no bolso de todos. Vai custar muito mais para os paulistas, que abriram mão de representatividade so para não perder a piada.
Eu espero que tenha sido humor. Não posso acreditar que mais de um milhão de eleitores votaram no Tiririca por causa das suas propostas. Mesmo porque sai mais barato “googar” –função de deputado federal – e pronto! A resposta é praticamente de graça. Custa a conexão, bem menos do que 16 mil reais por mês durante quatro anos.
Esse desabafo serve para justificar minha nova posição politica. A partir de hoje sou contra o voto obrigatorio. Chega! Se o cidadão não se importa ou acha que é piada, vai ter que fazer um esforço não compulsorio para isso. Eu seria contra o voto direto, mas acho possivel que torna-lo não obrigatorio possa resolver.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Hall da fama - Poker 24.08.2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
O Santos, mais uma vez, ressucita o futebol
Ganso é o meia armador mais completo, com mais recurso, que o futebol revelou nos ultimos anos.
Robinho tem jogado muito desde que voltou ao Santos.
Os três sao muito bons e foram os principais responsaveis pelo titulo do Santos. Mas titulo tem todo ano. Os campeonatos paulista, brasileiro, copa do Brasil, etc, acontecem todo ano. E todo ano tem um campeao, que é idolatrado, supervalorizado.
Quando o Sao Paulo foi campeao brasileiro em 2008 o Hernanes era um puta craque, uma revelaçao incrivel, um volante/meia completissimo. Mas isso tudo foi so porque o time foi campeao...e quando embala, todo mundo joga bola. O mesmo aconteceu com o Flamengo ano passado (Pet virou craque de novo, Ronaldo Angelim um bom zagueiro, Adriano Deus), ou com o Corinthians em 2005 (Marcelo Mattos era considerado um super volante).
Isso é normal. Todo jogador cresce num time bem armado e embalado (lembra do Vitor, lateral direito do Telê?).
Pode ser que Neymar e Ganso nem joguem tudo isso. Pode ser que num time menos arrumado, menos embalado, nao consigam fazer a diferença. O Robinho ja provou que é esse tipo de jogador. Num time menos arrumado, menos rapido, ele nao faz a diferença. Ele nao poe a bola debaixo do braço e resolve como os craques fazem. Neymar e Ganso ainda tem muito o que provar (mesmo assim levaria ambos para a copa).
Mas o fato é que os três, mais André, ressucitaram o futebol, pelo menos um pouco. Nao é uma questao de jogar bonito, fazer gols de placa ou dar dribles desconcertantes. Isso o Barcelona também faz, mas sem ressucitar o futebol.
Me refiro aqui à molecagem, à malandragem. Jogador de futebol tem que ser boleiro, peixe! Eh irritante ver esses jogadores com discursos prontos, comemoraçoes contidas, tudo politicamente correto.
Pera ai, o futebol nao é politicamente correto. Nao é na alma, nao pode ser de corpo!
O futebol é dos malandros. O futebol é dos malas. E se o Neymar é um puta mala e o Robinho também é porque eles sao boleiros. Legitimos jogadores de futebol. Nao confunda com atleta. O Kaka é um atleta. O Robinho é boleiro. O Pelé era as duas coisas. Tem que ser muito foda para nao ter que ser atleta (Maradona, Romario, George Best).
Mas o legal dos boleiros é que eles trazem de volta um pouco da graça do futebol. Eles nao sao politicamente corretos, eles nao estao preocupados em agradar a imprensa chata ou os velhos da FIFA. Eles sambam sobre o escudo do adversario (a torcida adversaria fica possessa, mas o resto acha o maximo), eles dao chapeu com bola parada, eles fazem dancinha depois do gol, ou imitam porco, eles acham legal mesmo é tirar uma com a cara dos outros. Porque malandro é assim mesmo, é chato pra cacete, mas é legal...
No link abaixo o video da comemoraçao dos jogadores do Santos na vila, puxados pelo Robinho. Reparem que eles chamam pro pau abertamente o técnico do galo, para o jogo contra o Atletico na proxima quarta-feira. Reparem que estao pouco se lixando para o que a imprensa chata e velha vai achar disso, ou se é politicamente correto. Eles estao se divertindo, porque pra eles a graça de ganhar é poder tirar sarro do oponente...Pra eles e pra nos.
http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1585431-9825,00.html
Enfim, Neymar e Ganso ainda tem muito o que mostrar para serem chamados de craques, mas boleiros eles ja mostraram que sao legitimos.
O futebol legal agradece.
Nao gosta? Vai assistir Tenis que tem cavalheirismo.
