O ministro do Esporte, Orlando Silva, rebateu nesta terça-feira (29) as críticas do presidente da Fifa, Joseph Blatter, aos preparativos do Brasil para a Copa do Mundo de 2014. Ao participar da primeira audiência pública sobre o mundial, realizada em Brasília, Silva afirmou que para o governo “a Copa do Mundo é hoje”.
- Para o governo, a Copa é hoje. Temos urgência. Ninguém está mais preocupado com a realização do Mundial da Fifa do que o Brasil - afirmou Silva, em referência direta a Blatter.
Pois é, estamos todos estarrecidos com a pressa com que as coisas estão sendo conduzidas.
Na segunda, o presidente da Fifa manifestou descontentamento com a lentidão dos trabalhos em torno do Mundial ao dizer que “a Copa do Mundo é amanhã, e os brasileiros pensam que é depois de amanhã.”
Além de manifestar a preocupação do governo com o andamento das obras, o ministro do Esporte afirmou que as declarações de Blatter eram uma forma de “desviar o foco” de questões internas da Fifa como a eleição interna na entidade:
- Você tem um processo eleitoral em curso na Fifa e temo que possa haver algum tipo de repercussão. Creio que isso é uma questão mais de desvio de foco por temas outros que envolvem a Fifa, do que uma análise crítica do trabalho que está sendo realizado.
Claro, nada a ver com o fato de a Copa do Mundo ser em três anos. Tudo isso é intriga da oposição. Afinal, qualquer um sabe que estadio a gente faz rapidinho. O Brasil é um pais organizado e bem estruturado. O transporte de matéria-prima é tão eficiente e a mão-de-obra tão especializada que qualquer estado constroi um estadio, um aeroporto e linhas de trem e metro em 12 meses, no maximo.
O dirigente da Fifa também disse que, a três anos do torneio, o Brasil estaria mais atrasado na organização do que a África do Sul. Para Silva, a comparação de Blatter entre os preparativos da África do Sul e do Brasil “é inadequada” e equivale a “comparar banana com laranja”, uma vez que os problemas dos dois países na elaboração do evento são diferentes.
- Não acho muito adequado comparar o Brasil com a África do Sul, como não seria adequado comparar o Brasil com a Alemanha, porque a infraestrutura que a África do Sul possuía quando da preparação do mundial da Fifa, assim como a da Alemanha, eram situações completamente diferentes da brasileira, e comparar banana com laranja pode conduzir a análises equivocadas - disse Silva.
Leio isso lembrando da quantidade de problemas e desorganização que vi na Africa do Sul, e me da arrepios pensar que podemos estar aquém daquilo. Além disso, não preciso comentar que em tempos como estes, em que o simbolo do racismo nos estadios de futebol da Europa virou a banana, como foi infeliz a comparação do ministro. Mostra bem como ele é ligado em esporte e antenado com os fatos atuais nos gramados.
Dificuldades
Silva reconheceu as dificuldades brasileiras em relação a áreas de infraestrutura como aeroportos e mobilidade urbana e reclamou das “inovações” constantemente sugeridas pela Fifa, que estariam atrapalhando a definição de critérios para a construção dos estádios.
- Imagino que as dificuldades que nós temos vocês conhecem, de temas de infraestrutura, como conhecem as soluções que o Brasil tem procurado apresentar no caso de aeroportos, de transporte. A Fifa deve parar de sugerir inovações. É importante que nós tenhamos todos os critérios para os estádios definidos.
A FIFA sempre inovando. Desde quando 59900 não é a mesma coisa que 60000? Alias, esse negocio de querer que os turistas tenham aeroporto para desembarcar e transporte para ir e vir é muita inovação.
Sobre a construção de um novo estádio em São Paulo, obra que estaria atrasada e até teria sido colocada em dúvida, diante da falta de viabilidade financeira do projeto, Silva jogou a responsabilidade para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e para o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab:
- A palavra de São Paulo foi dada à presidente Dilma Rousseff pelo governador Geraldo Alckmin e pelo prefeito Gilberto Kassab. Até que provem o contrário, acreditamos que a obra será concluída - finalizou.
Eu gostaria de saber o que ele quis dizer com o “até que provem o contrario”. Quer dizer que quando estivermos em abril de 2014 e a obra estiver ainda na metade, ai que sera a prova? Como é que alguém prova que algo NÃO sera construido. A prova deveria ser dada de que o estadio sera construido, não o contrario.
Voltei.
O Brasil precisa construir aeroportos, sistemas de transporte e estadios. Boa parte disso dependera deste senhor.
O Allianz Arena, estadio da abertura da copa de 2006, foi construido em 2 anos e meio.
O Soccer City levou 2 anos e oito meses.
Estamos no final de março de 2011 e os estadios brasileiros teriam que estar prontos, segundo o roteiro, no final de 2013. O ideal seria antes.
Temos cerca de 2 anos e 6 meses. Quer dizer construir no ritmo alemão. Quer dizer o ministro mostrar que é laranja e não banana, apesar de todos nos sabermos que ele é os dois.
Um comentário:
Boa Turquito...
sobre a Copa, não tem jeito, a roubalheiro e o caos não tem volta, mas para a olimpíada temos uma (pequena) esperança.
A Dilma em um momento de bom senso inventou uma "autoridade olímpica nacional".
Ok, como bom partido de esquerda inventaram mais burocracia e cabides de emprego para funcionários públicos, mas, tem um lado bom. O chefe vai ser um cara aprentemente sério e competente, o ex presidente do BC, Henrique Meirelle, então, ele que manda na olimpíada, e não o Orlando Silva.
Mas p Copa...bom, fudeu.
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