
Agora em estilo rapper!
Quem gosta de futebol sabe, tática só se observa do estádio. Na TV acabamos tendo que acreditar na opinião dos comentaristas.
Fui ao jogo ontem. O Cruzeiro deu um show de posicionamento! Obra de Adilson Batista. Esse cara tem um futuro brilhante.
Gosto do Muricy, afinal o cara foi tri-campeão brasileiro. Digno de respeito. Mas ontem ele não só levou um chocolate do Adilson, como respondeu da maneira mais burocrata possível, armando o time para fazer o já manjado “abre pro Junior ou para o Zé, vai para a área e espera o cruzamento que vem da intermediária e não da linha de fundo”. Faltou criatividade não só com a bola nos pés, mas na armação do time também.
Está insuportável ver o Uóxiton jogar. O cara anda em campo o jogo inteiro.
O resto do time lutou, mas tem hora que não dá. O time do Cruzeiro estava muito bem postado em campo, jogando com muita inteligência.
Quanto ao Kléber, ele apanhou demais, mas ele também bate demais fora do lance. Ele provoca. Irrita o adversário. Tenta cavar expulsão. Exatamente o tipo de jogador que é necessário para se ganhar uma Libertadores. O tipo de cara que é legal ver jogar. Quando ele é adversário irrita, mas esse é o objetivo dele. Puta jogador!
Enfim, uma das unanimidades na saída do estádio foi que perder é normal, faz parte do jogo. O chato é perder sem ter tentado ganhar, jogando um futebolzinho chato de assistir. Parafraseando o Beets: gostava mais do time do Cuca, que perdia, mas perdia comendo grama, com raça e bem postado em campo, jogando pra caralho, criando chances de gol.
É isso aí. Agora é a vez do CTH. Daqui uns anos será a vez do Palmeiras. Depois será nossa vez de novo. Não dá para ganhar sempre.
Principal saldo negativo: mais uma vez a torcida do São Paulo assinou um atestado de burrice ao chingar o Hernanes. Deve sair por alguma pechincha em breve.