Prezados leitores, nesta semana o Futebol Jóinha foi vítima de ataques maldosos e baixos, orquestrados por grupos anti-evolucionários que nada mais querem do que estagnar o esporte nacional e viver no passado.
Bem, como toda quebra de paradigma, seja em que área for, demanda convencimento e debates persistentes, vamos lá:
- Prezado Zven, em primeiro lugar, o acento de Jóinha é no ‘o’.
- De fato há muito ‘cai-cai’ no futebol brasileiro, mas não podemos generalizar para o futebol ‘atual’. Na Europa, as pequenas faltas que existem aqui são ignoradas pelos árbitros e o jogo segue normalmente, sem paralisações. Ou seja, no futebol atual, há lugares em que o ‘cai-cai’ não é premiado.
- Para evitar o seu temido ‘cai-cai’, quatro atitudes serão fundamentais e naturais no Futebol Jóinha:
1. os juízes terão critérios claros e uniformes para as faltas e não apitarão qualquer encontrãozinho na intermediária. Não haverá ‘juízes perdidos’, como você mesmo insinuou, pois eles serão muito bem preparados e treinados, assim como prevê a regra 6 (árbitro é profissão bem remunerada). Além disso, os juízes estarão muito mais próximos dos lances de falta, como prevê a ainda não divulgada regra 7 (o jogo será apitado por dois árbitros principais).
2. o jogador que estiver com a posse da bola não é burro. Ele perceberá, por tentativa e erro, que não adiantará cair à toa, pois os árbitros não darão falta.
3. o jogador que estiver sem a bola não é burro. Ele perceberá, por tentativa e erro, que fazer faltas idiotas prejudicará o seu time e a sua carreira.
4. os técnicos não são burros. Eles orientarão os jogadores a não fazerem faltas idiotas e/ou não inventarem faltas.
- Quanto à ausência de jogadas trabalhadas, peguemos o Futsal como exemplo. Um futebol com muito menos espaço (cada jogador tem em média 5 vezes menos espaço para jogar do que no Futebol de campo) e com uma regra de limite de faltas. Em quantos jogos de Futsal os times ultrapassam o limite de faltas? Não há jogadas bonitas no Futsal? Quanto aos Denílsons, o Futsal conta com Falcão, Lenísio, Valdim...
- Os técnicos podem treinar apenas um jogador para bater os tiros da meia-lua, afinal de contas, como prevê a regra 3, há substituições ilimitadas. Desta maneira, o especialista só precisa entrar durante poucos momentos para bater a falta.
- As paralisações do futebol americano são previstas no jogo e acontecem porque os times ficam combinando jogadas idiotas entre uma tentativa de descida e outra. Tirando o desafio do técnico (regra também prevista no Futebol Jóinha), não há paralisações por reclamações com o árbitro, pois as regras são claras e os juízes sabem o que estão fazendo. O mesmo acontecerá no Futebol Jóinha.
Sendo assim, Mui Digníssimo Zven, sugiro que implante esse seu futebol burocrático na fria Finlândia e deixe a arte e a emoção do Futebol Jóinha para quem entende do assunto.
Viva la (r)evolución!
Bem, como toda quebra de paradigma, seja em que área for, demanda convencimento e debates persistentes, vamos lá:
- Prezado Zven, em primeiro lugar, o acento de Jóinha é no ‘o’.
- De fato há muito ‘cai-cai’ no futebol brasileiro, mas não podemos generalizar para o futebol ‘atual’. Na Europa, as pequenas faltas que existem aqui são ignoradas pelos árbitros e o jogo segue normalmente, sem paralisações. Ou seja, no futebol atual, há lugares em que o ‘cai-cai’ não é premiado.
- Para evitar o seu temido ‘cai-cai’, quatro atitudes serão fundamentais e naturais no Futebol Jóinha:
1. os juízes terão critérios claros e uniformes para as faltas e não apitarão qualquer encontrãozinho na intermediária. Não haverá ‘juízes perdidos’, como você mesmo insinuou, pois eles serão muito bem preparados e treinados, assim como prevê a regra 6 (árbitro é profissão bem remunerada). Além disso, os juízes estarão muito mais próximos dos lances de falta, como prevê a ainda não divulgada regra 7 (o jogo será apitado por dois árbitros principais).
2. o jogador que estiver com a posse da bola não é burro. Ele perceberá, por tentativa e erro, que não adiantará cair à toa, pois os árbitros não darão falta.
3. o jogador que estiver sem a bola não é burro. Ele perceberá, por tentativa e erro, que fazer faltas idiotas prejudicará o seu time e a sua carreira.
4. os técnicos não são burros. Eles orientarão os jogadores a não fazerem faltas idiotas e/ou não inventarem faltas.
- Quanto à ausência de jogadas trabalhadas, peguemos o Futsal como exemplo. Um futebol com muito menos espaço (cada jogador tem em média 5 vezes menos espaço para jogar do que no Futebol de campo) e com uma regra de limite de faltas. Em quantos jogos de Futsal os times ultrapassam o limite de faltas? Não há jogadas bonitas no Futsal? Quanto aos Denílsons, o Futsal conta com Falcão, Lenísio, Valdim...
- Os técnicos podem treinar apenas um jogador para bater os tiros da meia-lua, afinal de contas, como prevê a regra 3, há substituições ilimitadas. Desta maneira, o especialista só precisa entrar durante poucos momentos para bater a falta.
- As paralisações do futebol americano são previstas no jogo e acontecem porque os times ficam combinando jogadas idiotas entre uma tentativa de descida e outra. Tirando o desafio do técnico (regra também prevista no Futebol Jóinha), não há paralisações por reclamações com o árbitro, pois as regras são claras e os juízes sabem o que estão fazendo. O mesmo acontecerá no Futebol Jóinha.
Sendo assim, Mui Digníssimo Zven, sugiro que implante esse seu futebol burocrático na fria Finlândia e deixe a arte e a emoção do Futebol Jóinha para quem entende do assunto.
Viva la (r)evolución!
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