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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Texto bacana

Texto de Filipe Molina

Direto do Blog do Torero

Senhores eu não vi Pelé, o Rei do futebol, fazer mil gols, mas eu vi Romário, o Rei da pequena área, fazer mil gols. Senhores eu não vi a folha seca de Didi. Mas vi Ronaldinho encobrir Seaman.

Senhores eu não vi Diego Maradona driblar cinco e fazer o gol e também não vi o gol de mão, mas eu vi Lionel Messi fazer isso. Senhores eu não vi o carrasco do Brasil, Paolo Rossi, mas vi o gênio Zinedine Zidane acabar com nossa seleção duas vezes.

Senhores eu não vi a seleção de 70, mas eu vi a conquista do penta com a melhor campanha brasileira em uma Copa. Senhores eu não vi o profissional e motivador Oswaldo Brandão, mas vi o estrategista Vanderlei Luxemburgo.

Senhores eu não vi Garrincha ludibriar adversários sem tocar a bola, mas eu vi quatro turcos correrem atrás de Denílson. Senhores eu não vi O craque Zico perder pênalti em Copa, mas eu vi A craque Marta perder.

Senhores eu não vi Rivellino criar o elástico, mas eu vi Kerlon criar o drible da foca. Senhores e vocês ainda vêm me dizer que o futebol está perdendo sua magia?

quarta-feira, 13 de maio de 2009

O verdadeiro Menino Maluquinho

Atendendo a um pedido da Rachel:

O verdadeiro Menino Maluquinho

http://blogdotorero.blog.uol.com.br/arch2009-05-01_2009-05-31.html#2009_05-12_23_48_14-10024933-0


Jovial leitora e infantil leitor, vós já lestes "O Menino Maluquinho"? Eu já. E algumas vezes. É um delicioso livro escrito em 1980 pelo Ziraldo, um imenso sucesso que já vendeu quase três milhões de exemplares. Ele conta a história de um garoto alegre e sapeca, que fazia as coisas que tinha vontade.

Agora, eu vos pergunto: em que posição jogava o Menino Maluquinho em suas peladas de futebol? E eu vos respondo: goleiro. Nada menos do que dez páginas do livro são gastas para contar a vida de goleiro do Menino Maluquinho, posição em que ninguém quer jogar quando criança, mas que ele abraçou com gosto e graça.

Pois bem, no fim do livro o menino cresce e não sabemos que profissão ele seguiu. Porém, desconfio seriamente que ele seguiu a carreira de goleiro. E mais ainda: desconfio que ele tornou-se Marcos, do Palmeiras. Os sinais são claros. Em primeiro lugar, Marcos nasceu em 1973, ou seja, tinha sete anos quando foi lançado "O Menino Maluquinho", que provavelmente também tinha esta idade.

Outro sinal é que ambos fazem o que lhes dá na telha. Por exemplo, enquanto a maioria dos jogadores venderia a mãe para jogar no exterior, ele decidiu não ir para o Arsenal em 2003. É bem verdade que Marcos chegou até a viajar à Inglaterra para assinar contrato, mas foi a contragosto, e decidiu ficar por aqui: seu pai estava com problemas cardíacos, e a namorada, grávida.

E ele tem o raro costume de ser sincero. Nas entrevistas, enquanto a grande maioria dos jogadores dá entrevistas óbvias, que parecem ditadas por assessores de imprensa, Marcos fala o que realmente lhe vem à cabeça. Foi assim que disse a frase politicamente incorreta:

"Fumo um ou dois cigarrinhos quando tomo uma cerveja".

E, quando o criticaram por fumar, retrucou:

"Isso deu mais polêmica do que o Giba (do vôlei) ter fumado maconha. Acho que vou mudar para maconha".

O menino de Oriente, cidadezinha de 6.000 habitantes, tem língua afiada mas é ainda melhor com as mãos. Os palmeirenses jamais esquecerão dos pênaltis que ele defendeu contra o Cruzeiro pela Mercosul ou das suas partidas contra o Corinthians na Libertadores, quando Marcos parecia uma parede de tijolos construída entre os três paus. E os brasileiros em geral hão de lembrar de suas defesas contra a Turquia ou daquela logo nos primeiros minutos da final da Copa de 2002, quando um alemão deu um chute espetacular de fora da área, e Marcos, com a pontinha da unha, desviou a bola para a trave.

É claro que ele fez jogos terríveis, como na derrota por 7 a 2 para o Vitória, em pleno Parque Antártica, quando falhou em três gols. Mas, mesmo neste momento, em vez de jogar a culpa na defesa, assumiu seus erros e disse: "Ainda bem que o Vitória não chutou mais a gol depois do 7 a 2. Eu nem ia pular mais nas bolas".

Em 2007, Marcos parecia caminhar para a aposentadoria. Era uma contusão atrás da outra e Diego Cavalieri vinha jogando bem. Mas ele se recuperou, mandou o jovem talentoso para a reserva e voltou a ser um dos melhores goleiros do país. Talvez o melhor. E sem deixar de ser simpático e original, pouco se importando com a imagem. "Se me importasse, fazia a barba todos os dias."

E hoje, dia 12 de maio de 2009, ele fez uma partida espetacular. Durante os noventa minutos, Marcos defendeu pelo menos cinco bolas difíceis. E, na hora dos pênaltis, pegou três dos quatro chutes. Três dos quatro!

Há que ser um bocado menino e um bocado maluquinho para continuar sendo um goleiro tão bom aos 36 anos.


PS: Gosto muito do José Roberto Torero, autor do texto;
PS2: Ele é santista;
PS3: Acho que esse texto vai especialmente pro Marcola...

quarta-feira, 15 de abril de 2009

BeeeeeeeetsManiaaaaaaa

ok, ando ausente do Blog...

Prometo textos bombásticos, análises incríveis e não faço porra nenhuma...

A verdade é que tô trabalhando um bocado e no tempo livre prefiro ler o que os outros escrevem do que inventar algo eu mesmo. Maaaaaaaaaaaaas, nesse tempo li a coluna do José Roberto Toreiro na Folha de hoje, e decidi compartilha-lá com vocês, achei relamente excelente. Acho que essa pode ser uma boa função para o Beets, garimpar bons textos e postá-los no Blogordura, assim voê só precisa entrar aqui e ler tudo o que interessa.

Espero que ele, e a Folha, não se importem...

JOSÉ ROBERTO TORERO

Ronaldo, o brahmeiro


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Comparar as heroicas voltas de Ronaldo ao futebol com o suor da cerveja é chamar o espectador de estúpido
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BEBERRAZ leitor, alcoofilista leitora, vocês viram o comercial do Ronaldo? O comercial da Brahma?

Para quem não viu, faço um resumo: ele aparece driblando vários obstáculos, faz um trocadilho entre o suor dele e o suor da cerveja e acaba dizendo, com um copo na mão, que é um "brahmeiro".

Como assim? Um atleta importante fazendo comercial de cerveja? Ou pior, um atleta ainda gordo, em recuperação, fazendo comercial de cerveja? Não entendi. E não entendi porque me parece uma propaganda ruim para os dois.

Para a cerveja, porque eu, vendo o comercial, penso: "Poxa, cerveja engorda pra caramba!". Para o jogador, porque mostra que ele não é um atleta sério. É um cara que bebe mesmo ainda estando longe da sua melhor forma.

A Brahma e Ronaldo já estiveram juntos em outros comerciais.

É uma parceria antiga, desde que ele tinha 17 anos. Mas ela já foi mais sutil e inteligente.

Lembro que houve uma propaganda chamada "Guerreiro" em que apenas aparecia o rosto do jogador e havia um bom texto ao fundo.

Outra trazia Ronaldo como um toureiro, driblando um touro várias vezes até que o vencia e abria a garrafa nos chifres do animal.

Mas este novo comercial está bem abaixo dos anteriores.

Agora há uma ligação direta entre futebol e álcool. E obviamente os dois não combinam.

A campanha ainda teve o azar de vir logo depois do anúncio de aposentadoria (talvez compulsória) de Adriano, que tem seu nome associado a problemas com bebidas.

Estou longe de ser uma virgem vestal, defensor da pureza absoluta ou abstêmio radical.

Até sou a favor da liberação de drogas leves (o que existe em parte, já que as bebidas alcoólicas são drogas leves), mas jogador fazer propaganda explícita de cerveja não dá. Passa da conta.

A legislação permite que as propagandas de bebidas abaixo de 13 graus GL (Gay-Lussac) sejam exibidas em qualquer horário. Por isso é que vemos comerciais de cervejas e dessas vodkas ice a toda hora. Porém, em maio de 2007, Lula assinou um decreto que classificou como alcoólica toda bebida com mais de 0,5 grau GL. Só que, inexplicavelmente, esse decreto não restringiu a propaganda de cerveja.

Voltando ao comercial, que foi criado pela agência África, no texto o atacante afirma que tem orgulho de "cair e se levantar". O redator não devia estar sóbrio quando o escreveu. É uma frase muito infeliz. Uma piada pronta. Tanto que, na mesma hora, o amigo com quem eu via o jogo comentou: "Cair e se levantar não é grande coisa. Qualquer bêbado consegue isso".

E comparar o esforço heroico de Ronaldo para voltar três vezes ao futebol com o suor da cerveja é chamar o espectador de estúpido. É fazer troça da fantástica recuperação do jogador, que deveria falar "Eu sou artilheiro" e não "Eu sou brahmeiro".

A publicidade brasileira, que já foi das melhores do mundo, vem piorando nos últimos anos. Mas, agora, se superou.

Acho que, pelo menos, para desencargo de consciência, esta nova propaganda deveria vir com um daqueles avisos no final, algo do tipo: "O Ministério da Saúde adverte: Cerveja dá barriga e faz você confundir mulher com similares".


PS: José Roberto Torero é cineasta e escritor. Escreve no caderno de esportes da Folha de São Paulo semanalmente. Sou assinante deste jornal e essa é a coluna que sempre faço questão de ler.

Abraços,

Beeeeets

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Baú

Essa internet é realmente interessante. Minha coluna, denominada "Baú do Marcola, dá margem às outras interpretações. A quem interessar possa:
http://www.priberam.pt /dlpo/definir_resultados.aspx (elmo????? pessoa rica?????????).
Enfim, apenas divagações.
Para começar (na verdade já começou), não posso deixar de externar minha opinião de que blog (apenas com escritas, sem algo par baixar ou informações relevantes) é uma coisa ou de quem quer vender seu texto ou de gente que não tem mais oq fazer. Como no atual momento me enquadro no segundo contexto, aqui estou eu.

Deixando o saudosismo de lado (ou não): para quem quer saber mais sobre a História das Copas e como surgiu o futebol-moleque, futebol-arte, futebol-brasileiro, futebol-oraioqueoparta, vai aí um link bem legal:
http://blogdotorero.blog.uol.com.br/estorias/
Acho que já tinha mandado isso no email, mas enfim...
Deixo espaço para os possíveis comentários: __________________________________________________________________________



p.s. Tremei Juca Kfuri!
p.p.s. sei que não tem nada a ver com futebol, mas é umas melhores piadas não-sobre-futebol que existem!

O sujeito tirou férias e foi para o Alaska caçar ursos.
Depois de vários dias de tocaia, ele conseguiu abater um urso enorme.
Quando se aproximou da sua caça, sentiu um tapinha nas costas, era um outro urso, que balançava a cabeça em sinal de desaprovação.
— Você não deveria ter feito isso — disse o urso. — Você matou um dos meus semelhantes. Agora você vai ter que pagar caro. Pode escolher: ou você morre ou dá pra mim!
É evidente que o caçador preferiu ficar vivo.
Passou o ano inteiro jurando vingança e nas próximas férias voltou para o Alaska.
Ficou duas semanas procurando o urso que o tinha estuprado e assim que conseguiu matá-lo, sentiu novamente o tapinha nas costas.
— Você não deveria ter feito isso...
Inconformado de como os ursos podem ser tão parecidos, ele abaixou as calças e passou por toda aquela humilhação novamente.
No ano seguinte, prometendo que não se enganaria, voltou ao Alaska, desta vez com a certeza de que realizaria a sua vingança.
Assim que avistou um urso, passou fogo e sentiu o mesmo tapinha nas costas... Era o seu velho conhecido, que lhe perguntou:
— Fala a verdade pra mim, você não vem aqui pra caçar, né?