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segunda-feira, 2 de julho de 2012

domingo, 31 de julho de 2011

O bom bracelete à casa torna

[ATENÇÃO! ESTE NÃO É UM HALL DA FAMA SOBRE UM POKER ORDINÁRIO. ESTE É UM HALL DA FAMA SOBRE O ULTRA POKER. SE VOCÊ TEM PROBLEMAS DE CORAÇÃO, POR FAVOR, LEIA APENAS OS OUTROS HALLS FAJUTOS E MUNDANOS.]

Blinds 150-300 e eu com par de sete. Que bom, subo tudo para 800.

Bem antes disso, a lista dos que chegaram na hora ia sendo assinada, a cerveja ia sendo consumida e o fervor ia aumentando. Uma fotinho aqui, um amendoim ali e um bom pote ganho do Cristian. Nem todos haviam chegado ao evento ainda e Lipe já tinha dado uma surra em todos à sua mesa, especialmente no chileno. Quando questionado se não tinha fichas de menos em tão pouco tempo, a resposta foi contundente: "Si, pero tengo Second Chance."

Lipe paga o aumento, o que, pelo histórico do dia, não deve ser muito bom para mim.

Na mesa número 2, a selvageria impera. "Aqui é ferveção! Aqui sentou, tomou, meu amigo! Não tem brincadeira não!". Beets, Vini, Ritchie e Fofs deixam Marco atordoado com tanta ficha em movimento.

A primeira carta do flop é um sete. Trinca, mas eu dou mesa.

Na mesa 1, a profissional, um jogo agressivo também se estabelece e Luis agride Tonhão em todos os âmbitos possíveis. Jogadores vão deixando o pano assim como as latinhas deixavam o isopor: Cristian, Thiago, Fofs, Diogo, Carol.

Lipe também dá mesa. Acho que ele não acertou nada. Nem pedida pra flush ou sequência há.

Intervalo para fazermos duas mesas. Enquanto rola muito papo, alto astral e goiabinha, chegam à festa as grandes estrelas Leonardo Campos Russo e Thais Roffé Riquelme Verón. Um momento fofurinha em um dia de tanta disputa.

No turn, um 2 que não muda nada para ninguém. Simulo uma aposta chucra que tentaria levar o pote no blefe. Quinhentas cebeletas.

O blind já está 75-150 e o único pote que eu havia levado até então foi aquele do Cristian, no começo deste Hall da Fama. A sequência de cartas péssimas é uma das maiores que já tive, mas evito chucrar de todas as maneiras. Depois de 4 horas de jogo, Fizão adentra o salão. Após uma maracutaia regulamentar, ele entra no jogo substituindo outro jogador ausente, mas não dura muito.

Lipe pensa, pensa e pensa. Vai foldar, certeza.

Os últimos nove guerreiros se juntam na mesa profissa. Vini está enorme e agressivo, enquanto os outros tentam sobreviver. Flávia sofre a ira equatoriana e vai embora. Beets ficou 90% do tempo em sit out e perdeu 20% de suas fichas. Nos 10% do tempo em que sentou, perdeu os 80% restantes para mim, ainda bem. Restam 7.

All in, diz Lipe. All in? Sério? Essa eu não esperava. Um reraise, ok, mas all in?

Várias meninas engatam em um papo frenético e o barulho no salão torna-se colossal. Vini se envorve em um all in com Lipe, que mostra mais um de seus pares altos da noite, elimina o ex-campeão e ganha a sonhada mini-Amarula. Estamos na bolha.

A única chance de eu estar perdendo é o Lipe ter trincado o 9 e estar fazendo a mesma coisa que eu. Mas uma hora a sorte dele vai ter que acabar. Se fosse o Daniel, talvez, eu deveria foldar. Mas a cota do Lipão já deu. Tá pago.

All in triplo entre Mac, Bruno e Marco. O par de 6 de Bruno leva tudo e a dupla eliminação deixa Marcola em quinto, com 20 reais. Em seguida, após muito refletir, paguei o all in do Luis com AK e o mandei embora com 40 contos. Duas mãos depois, dou all in com JJ em um flop 995. Bruno faz a leitura errada, paga com 88 e leva 65 reais. Sobram eu e Lipe em uma final dita como "gélida" pelos críticos. "Os caras ganharam foldando, por isso que estão aí", cornetam os invejosos.

Mostro minha trinca e Lipe tem um K4 que está drawing deadíssimo.


Bola cheia: Esquema dos Bônus elaborado pelo Joes; horário excelente; participação massiva contando com 21 jogadores incluindo Fabio, Diogo, Ré, Martín e Cristian; cerveja comprada com precisão; mesa profissa e jogo de alto nível.

Bola murcha: O grande tédio que sempre se estabelece em um esporte quando um atleta sozinho conquista muitos títulos de relevância, não deixando os outros brincarem.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Poster oficial do I Ultrapoker


Estamos abertos a sugestões criativas para os posters do II, III e IV Ultrapokers.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Hall da Fama - V Ultrapoker

por Vinicius Echeverria

O poker, como todas as atividades humanas, reflete o ser humano que o joga. Sendo assim, tive a oportunidade durante esse ano e meio de observar eu e meus nobres companheiros em ação e reação pokeristica; originando uma forma ímpar de comunicação muitas vezes mais íntima que as palavras.

De uma forma metafórica à vida vejo no poker a existência de dois conceitos fundamentais: o estilo e a estratégia.

No estilo está aquilo indissociável e únicamente nosso que permeia imperceptivelmente até as mais banais atitudes. Pode parecer muito etéreo tudo isso, mas é possível ver e sentir nosso estilo ainda que não seja sempre muito agradável...
Na estratégia temos a palavra e o pensamento detalhando nossas atitudes e o “como” fazer. Ai ta o “devo” “não devo”; “posso” “não posso”; todos os verbos e suas respectivas negativas...

Falando do V Ultrapoker, fui ao jogo com a ideia de ter claro no momento qual meu estilo e quais seriam minhas estratégias; pois concluí que essa seria a minha única maneira de ganhar; já que tecnicamente ainda há muito a se trabalhar visto o nível de meus adversários.

No início do jogo pude perceber a dificuldade de me observar (e por consequência observar os demais) em termos de estilo e estratégia quando de fato as cartas estão na mesa e adversários apostam ou não.

Em algum ponto do jogo imerso no momento Cebiano, de súbito, me veio.... “ é necessário cutucar, pressionar ”.... então assumi essa forte sensação como o estilo, o cerne. Passei então a adaptar e rever a todo instante, sem nenhum pudor ou ressentimento, quais seriam minhas estratégias a cada jogada para manter o cerne e ainda assim seguir jogando até a final.

Minhas participações, até a mesa final com 3, não foram em grandes jogadas e sim em aproveitar-se dos momentos de fraqueza de meus adversários; como exceção me lembro apenas de um all in pré-flop meu 88 e de Fizão AA em que terminou 8XXXX; ainda que tinha bem mais fichas que meu adversário, o golpe seria bastante duro naquela altura.

Apesar de minha vitória, a participação feminina deve ser lembrada na mesa final com um homem e duas mulheres sendo que iniciamos o jogo com duas mulheres e 19 homens.

A discrição e boa observação de Carol garantiu-lhe botes precisos em boas quantidades de fichas e varios adversários.

Houve também uma história de luta em que Rachel, empunhada com uma espada de um tanto de sorte com uma bela confiança, dilacerou dando risadas muita coisa, inclusive vários blefes maus sucedidos meus, de Joes (quando deixou a mesa em quarto lugar) e de alguns mais. E olha que ela ainda saiu de 30 reles cebeletas no meio do jogo para chegar com o dobro de fichas minhas ao heads up.

No heads up, a confiança de Rachel foi alimentada por mim com barras de chiclete, e pelos eliminados com a calorosa torcida; eu apenas esperava o momento do golpe traidor quando no flop em que minha espada de K8 foi mais rápida que seu all in confiante de Q8; 10108 X X... C´est fini...como diria turquito.

A cada poker alguns novos e outros velhos estilos para se falar...

Campeão: Vini
Vice: Rachel
3º: Carol
4º: Joes
5º: Monicaum !!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009