Muricy Ramalho disse, após a vitória sobre o Corinthians, que após tantos campeonatos bem-sucedidos de pontos corridos, dá para identificar jogos-chave que determinam a história de um time no campeonato. No caso, os três pontos conseguidos em Presidente Prudente dariam e deram a liderança ao time alvi-verde. Portanto, segundo Muricy, a vitória era fundamental. Concordo com o técnico. E acredito que esse jogo-chave para o Santos foi o desse final de tarde, na Vila, contra o Avaí.
O Santos vinha de duas vitórias fora de casa. Jogos difíceis, decididos em detalhes. Com uma vitória em casa nesse sábado, somado ao jogo a menos que tem a jogar, o time poderia terminar o primeiro turno no G4 ou em suas redondezas. Definiria novas e mais ambiciosas metas no segundo turno. Somado a isso, os jogadores pediram e a torcida respondeu com 12000 pagantes. Parece pouco, mas, para a Vila, não é. O técnico manteve todo o time concentrado durante a semana para esse jogo. O clube paga bem e em dia. Então, fica difícil explicar como, em 4 minutos, o time jogou fora uma vantagem de dois gols jogando em casa contra um adversário bom, mas nada espetacular.
Se falta experiência, ou brio, talvez. Se, de repente, as outras atividades de Luxemburgo começaram a afetar sua efetividade como técnico. Seja o que for, esse jogo deixa claro que o papel que esse time irá desempenhar no Brasileiro de 2009 não deve resultar em classificação para a Libertadores. O próprio Luxemburgo já voltou atrás no discurso antes otimista. Um novo objetivo modesto demais para o investimento do clube. Resta à torcida santista torcer para que 2009 não se torne um 2008 piorado.
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sábado, 8 de agosto de 2009
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