quarta-feira, 13 de maio de 2009

Jogos Para História

MANKINTA, excepcionalmente, nesta Quarta.

Estréia hoje mais uma sensacional coluna no Blogordura, que será escrita regularmente uma vez a cada período indeterminado.

Jogos Para História chega para relembrar aquele puta jogão que você viu uma vez, reviu outra e sempre é legal dar uma relembradinha.

Logo de cara, estreamos com aquele que, na minha opinião, foi o melhor. Não no sentido técnico do jogo em si, mas no nervosismo, na emoção e na sua importância.

A forma como tudo aconteceu foi fantástica. Vou tentar ser mais claro, falando a linguagem de vocês, leitores: você tem um par de K, seu adversário um par de A. Os dois vão all in e o flop traz um 2 7 A. É isso mesmo, assim como o poker, o futebol também é uma caixinha de surpresa, e só termina depois do turn, do river e dos acréscimos.

Era Quarta-Feira, 26 de maio de 1999, há exatos 10 anos, caso eu escrevesse essa coluna a semana que vem. Manchester United e Bayern de Munique pisavam no gramado do Camp Nou, em Barcelona, para a decisão da Champions League daquele ano. Privilegiados 90.045 expectadores viriam a história ser feita, ao vivo. Outros milhões acompanhariam a finalíssima pela telinha.

Nos mata-matas, o Manchester derrotou a Internazionale e a Juventus. O Bayern goleou o Kaiserslautern e o Dynamo de Kiev, surpresa da competição com o artilheiro Shevchenko, e que havia mandado o Real Madrid para casa mais cedo.

Não tinha favorito. O Manchester lamentava as ausências de seu capitão Roy Keanne e do meio campo Paul Scholes, mas ainda assim era um time muito forte, com a maestria do jovem David Backham pela meia direita e o melhor goleiro do mundo, Peter Schmeichel guardando sua meta. O Bayern, por sua vez, ostentava a base da seleção Alemã, contando com Oliver Kahn, Effenberg, o veterano Mario Basler e o capitão Lothar Matthaus. Os times entraram assim:


A partida mal começou e logo aos 6 minutos, Basler, de falta, abre o placar batendo no contrapé do goleiro. O Manchester retoma o controle do meio de campo, mas segue ineficiente no ataque. Enquanto isso o Bayern contra-ataca perigosamente seguidas vezes, com grandes intervenções de Schmeichel e uma pitada de sorte quando Jancker acerta uma bela bicicleta no travessão.

O Segundo tempo começa como terminou o primeiro, e o Manchester não consegue igualar o marcador para levar a decisão para os pênaltis. Aos 81 minutos, Alex Fergunson mexe no ataque (vejam se o cara tem estrela): saem Jasper Blomqvist e Andy Cole, para as entradas do veterano e camisa 10 Teddy Sharingham e Ole Gunnar Solskjaer, que até então só era conhecido por apresentar um ótimo custo beneficio no Elifoot.

A partida seguia 1x0 para o Bayern e o relógio já apontava 90 minutos jogados, ao mesmo tempo em que o assistente levanta a placa indicando 3 minutos de acréscimo. O que aconteceu nesse tempo, confira aí, com o áudio original da TV inglesa, narrado por Clive Tyldesley, o Galvão deles, mas que parece não dar tanto azar quanto o nosso e saber o que está falando.


Depois desse dia, uma Heineken nunca mais foi a mesma.

6 comentários:

Mauro, o palhacinho disse...

Excelente coluna.
Excelente texto.
Excelente vídeo.
Excelente trilha sonora.
Deu até uma vontadezinha de jogar Elifoot.

Já podemos votar para quais os próximas Jogos Para História? Eu voto em Liverpool x Milan (2005) e Paulista x Metodista (2004).

Mank disse...

Já estamos providenciando a bibliografia necessária para estes jogos também. Aguardem!

Anônimo disse...

Também...não dá pra ganhar com o Zickler no time...dá uma zica...

vou até postar anônima essa piada...

Mauro, o palhacinho disse...

Anônimo, poste na seção "É hora de trocadilhos."

Turquito disse...

Parece que cabe em qualquer situação, mas:
muita sôrte! muita sôrte!

Beets disse...

Que frango o gol do Bayern...


Bola no canto do goleiro..tem q pegar! Ainda reclama da defesa! Parece o Felipe...