MANKINTA, excepcionalmente, nesta Quarta.
Estréia hoje mais uma sensacional coluna no Blogordura, que será escrita regularmente uma vez a cada período indeterminado.
Jogos Para História chega para relembrar aquele puta jogão que você viu uma vez, reviu outra e sempre é legal dar uma relembradinha.
Logo de cara, estreamos com aquele que, na minha opinião, foi o melhor. Não no sentido técnico do jogo em si, mas no nervosismo, na emoção e na sua importância.
A forma como tudo aconteceu foi fantástica. Vou tentar ser mais claro, falando a linguagem de vocês, leitores: você tem um par de K, seu adversário um par de A. Os dois vão all in e o flop traz um 2 7 A. É isso mesmo, assim como o poker, o futebol também é uma caixinha de surpresa, e só termina depois do turn, do river e dos acréscimos.
Era Quarta-Feira, 26 de maio de 1999, há exatos 10 anos, caso eu escrevesse essa coluna a semana que vem. Manchester United e Bayern de Munique pisavam no gramado do Camp Nou, em Barcelona, para a decisão da Champions League daquele ano. Privilegiados 90.045 expectadores viriam a história ser feita, ao vivo. Outros milhões acompanhariam a finalíssima pela telinha.
Nos mata-matas, o Manchester derrotou a Internazionale e a Juventus. O Bayern goleou o Kaiserslautern e o Dynamo de Kiev, surpresa da competição com o artilheiro Shevchenko, e que havia mandado o Real Madrid para casa mais cedo.
Não tinha favorito. O Manchester lamentava as ausências de seu capitão Roy Keanne e do meio campo Paul Scholes, mas ainda assim era um time muito forte, com a maestria do jovem David Backham pela meia direita e o melhor goleiro do mundo, Peter Schmeichel guardando sua meta. O Bayern, por sua vez, ostentava a base da seleção Alemã, contando com Oliver Kahn, Effenberg, o veterano Mario Basler e o capitão Lothar Matthaus. Os times entraram assim:

A partida mal começou e logo aos 6 minutos, Basler, de falta, abre o placar batendo no contrapé do goleiro. O Manchester retoma o controle do meio de campo, mas segue ineficiente no ataque. Enquanto isso o Bayern contra-ataca perigosamente seguidas vezes, com grandes intervenções de Schmeichel e uma pitada de sorte quando Jancker acerta uma bela bicicleta no travessão.
O Segundo tempo começa como terminou o primeiro, e o Manchester não consegue igualar o marcador para levar a decisão para os pênaltis. Aos 81 minutos, Alex Fergunson mexe no ataque (vejam se o cara tem estrela): saem Jasper Blomqvist e Andy Cole, para as entradas do veterano e camisa 10 Teddy Sharingham e Ole Gunnar Solskjaer, que até então só era conhecido por apresentar um ótimo custo beneficio no Elifoot.
A partida seguia 1x0 para o Bayern e o relógio já apontava 90 minutos jogados, ao mesmo tempo em que o assistente levanta a placa indicando 3 minutos de acréscimo. O que aconteceu nesse tempo, confira aí, com o áudio original da TV inglesa, narrado por Clive Tyldesley, o Galvão deles, mas que parece não dar tanto azar quanto o nosso e saber o que está falando.
Depois desse dia, uma Heineken nunca mais foi a mesma.
6 comentários:
Excelente coluna.
Excelente texto.
Excelente vídeo.
Excelente trilha sonora.
Deu até uma vontadezinha de jogar Elifoot.
Já podemos votar para quais os próximas Jogos Para História? Eu voto em Liverpool x Milan (2005) e Paulista x Metodista (2004).
Já estamos providenciando a bibliografia necessária para estes jogos também. Aguardem!
Também...não dá pra ganhar com o Zickler no time...dá uma zica...
vou até postar anônima essa piada...
Anônimo, poste na seção "É hora de trocadilhos."
Parece que cabe em qualquer situação, mas:
muita sôrte! muita sôrte!
Que frango o gol do Bayern...
Bola no canto do goleiro..tem q pegar! Ainda reclama da defesa! Parece o Felipe...
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