terça-feira, 23 de setembro de 2008

¿Donde estás corazón?

Tupãzinho


Na estréia da coluna ¿Donde estás corazón?, o Blogordura gastou toda a sua verba de produção e foi atrás de um dos maiores ídolos do Corinthians, Tupãzinho, o xodó da Fiel.

Ao ouvir o nome Tupãzinho, o torcedor corintiano já se lembra de um jogador identificado com a torcida e com o clube, um jogador de gols decisivos e improváveis. Mas essa é uma imagem do passado. E agora Tupãzinho, ¿Donde estás corazón? 

Para responder esta pergunta, a equipe do Blogordura foi até a periferia da cidade de Lima, no Peru, onde vive o craque. Lá encontramos um Tupã sereno, dedicado às artes e à sustentabilidade. Segue a entrevista, que já é histórica:

(Blogordura) Boa tarde, Tupãzinho. Primeiramente, por que o Peru?
(Tupãzinho) Eu vivo aqui há seis anos. Conheci o país por meio de um amigo meu e gostei. Acabei ficando por causa do povo acolhedor e da cultura maravilhosa.

(Blogordura) Tupã, não podemos deixar de notar a peculiaridade dessa sua nova casa. Por que você resolveu morar em uma cabana? Como aconteceu essa mudança?
(Tupãzinho) Na verdade é uma choupana (risos). Aqui em Caltoc (nome da região da cidade) as coisas são assim. Essa é uma comunidade que não se importa com pequenas regalias, com coisas materiais. Nós aqui somos o que se chama de Ecovillage. É uma coisa que está na moda hoje em dia, mas que aqui já existe faz tempo.

(Blogordura) Pô, legal. E a pintura? É verdade que você é um pintor famoso aqui em Lima?
(Tupãzinho) Esse 'famoso' é por sua conta (risos). Falando sério, eu pinto quadros e vendo no centro da cidade. Já faço isso faz tempo e acabei montando uma barraca. É até conhecida sim e é o meu principal sustento.

(Blogordura) E a vida no Corinthians? Não tem mais contato com ninguém dessa época?
(Tupãzinho) Faz tempo que não falo com ninguém. Às vezes eu mando algumas cartas para o Neto e para o Ronaldo, mas é bem pouco. Essa parte da minha vida foi muito boa e eu me orgulho dela, mas acabou. Agora estou em outra.

(Blogordura) Para terminar, jogo rápido. Um sonho.
(Tupãzinho) Paz na Terra.

(Blogordura) Uma música.
(Tupãzinho) Imagine, do John Lennon.

(Blogordura) Um gol. 
(Tupãzinho) O meu segundo contra o Mogi Mirim, no Paulista de 89. O goleirão está procurando a bola até hoje.

(Blogordura) Uma qualidade.
(Tupãzinho) Uma sorte porrrrca.

(Blogordura) Uma defeito.
(Tupãzinho) Acho que o cabelo.

(Blogordura) Uma palavra. 
(Tupãzinho) Truíjo. Quer dizer Mãe Natureza, no dialeto daqui.

(Blogordura) Tupãzinho por Tupãzinho. 
(Tupãzinho) Alguém em sintonia com o mundo.





Na próxima entrevista, o goleiro norte americano da Copa de 94, Tony Meola.



Mauro, o palhacinho

Um comentário:

marcola disse...

eu vi o Tupã mto de perto uma vez que fomos no prédio do Luís. ZL RULES!!!!!!